Blogueiro: Luiz Horacio (Zacio) Geribello

domingo, 1 de novembro de 2009

Rio 2016, Olimpíadas Maravilhosas


Já imaginaram a trilha sonora que o Rio pode produzir para as Olimpíadas? Outras cidades produziram belas trilhas musicais, lembro-me de Barcelona, Los Angeles, Atenas, e não seria esportivo dizer que o Rio "ganharia" delas na musicalidade. Diria então que é uma característica da cidade, está em sua natureza, "não há como evitar". Se Cartola, Jobim e Pixinguinha, entre tantos outros, compusessem a música das Olimpíadas, poderiam criar como resultado uma obra-prima do espírito olímpico, inspirados pela cidade do Rio de Janeiro. Mas será que não estão entusiasmados com isso, "estejam onde estiverem"? Quantos nomes poderiam ser acrescentados a essa lista, e quantos desses artistas ainda estão por aqui, e podem efetivamente contribuir para que, já de saída, a trilha sonora das Olimpíadas Rio 2016 torne-se uma grande première, um grande abre-alas do que está por vir.

Ufanismo? Só se for do bom e do melhor. Para não deixar dúvidas, pode-se mudar o prisma. É o nome da cidade mesmo: C-i-d-a-d-e M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a. É o nome dela, seu "apelido", que foi dado por toda a população brasileira, e é reconhecido em todo o mundo. Também, pudera, é só dar uma espiadinha aí em cima, ou dar uma voltinha por lá. Se as Olimpíadas são no Rio, então serão, sem sombra de dúvida, as Olimpíadas Maravilhosas.

Mas as Olimpíadas vêm e passam, se não for feito um trabalho de memória, de preservação, de registro e de incorporação desses poucos dias em que o Rio de Janeiro será o centro do mundo. Que bonito, hein? Além de ser uma das cidades mais bonitas do mundo, a "cidade maravilhosa", será, durante algumas semanas, o centro das atenções do mundo, e deverá, em contrapartida, apresentar um trabalho de nível olímpico. Estamos todos dispostos a colaborar para que o Rio 2016 seja inesquecível, e para que o mundo não veja a hora de voltar logo para lá.

A quantidade, a qualidade, a dificuldade e a excelência do trabalho a ser feito, até 2016 - lembrando sempre que há outros eventos muito importantes, e a Copa do Mundo de 2014, que já será outro grande acontecimento - abrem para a cidade a oportunidade de se organizar melhor, e de se projetar na história e no mundo. O futebol, entretanto, mesmo sendo uma grande paixão brasileira, uma marca de seu povo, e da história de nossa sociedade, fará a sua grande festa, a festa do futebol, em todo o país. Isto já é muita coisa, um enorme e raro privilégio. As Olimpíadas, porém, celebram em última instância a cidade, a cidade é o acontecimento, há um envolvimento maior das estruturas locais e da população. As Olimpíadas poderão dar a nova marca, a nova imagem do Rio de Janeiro.

Toda a orla do Rio de Janeiro pode ser "definitivamente" conquistada pela cidade. Quer dizer, encher-se de pessoas, de organização, de bons serviços, de movimento e também de trocas econômicas organizadas. Pode ser em parte repensada, para que a partir desta década passe a haver um cenário renovado e estável, uma estrutura que encante e chame as pessoas e famílias do mundo inteiro, para conhecer e visitar o Rio de Janeiro. Para tanto, é preciso também que a sociedade carioca saiba dividir o trabalho, o dever e a recompensa desse enorme empreendimento, cuidando também para que os problemas mais graves e mais agudos da cidade sejam corretamente equacionados. É preciso haver um cuidado muito grande para que os benefícios olímpicos sejam "interiorizados" na cidade, e cheguem a todas as classes sociais. Para que haja uma grande festa e prevaleça essa nova imagem do Rio no Brasil e no mundo, será preciso também criar "novas visões" do Rio, e isto precisa ser concebido pelos próprios cariocas.

Sete anos que passam rápido como a brisa, ao som de uma bela sinfonia clássica ou de um clássico da música popular, brasileiras as duas.

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